Esquizofrenia

Esquizofrenia

Esquizofrenia

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, a esquizofrenia não é um distúrbio de múltiplas personalidades. É uma doença crônica, complexa e que exige tratamento por toda a vida.

Ok. então afinal, o que é esquizofrenia?

Esquizofrenia é uma síndrome que afeta o pensamento e a percepção do portador. O que o paciente sente ou pensa não condiz com a realidade ao qual ele está inserido.

De acordo com o psiquiatra Rodrigo Bressan, membro da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (ABRE), os principais sintomas da esquizofrenia são delírios e alucinações.

Entende-se por delírios os pensamentos desconexos e não correspondentes com a realidade – achar que está sendo perseguido por alienígenas, por exemplo. Já as alucinações são percepções de fato – sentir cheiros, gostos e até mesmo formas que não existem.

O Dr. Rodrigo conta que a esquizofrenia geralmente é diagnosticada depois que o paciente passa pelo chamado Episódio Psicótico Agudo. “A pessoa de repente começa a ter crenças estranhas, ouvir vozes, se isolar”, diz.

A psiquiatra Julieta Guevara afirma que as alterações que o portador de esquizofrenia tem em seu cérebro faz com que seus pensamentos fiquem lentos, desconexos, com formas e associações sem ligações entre as frases.

Outro ponto de vista da esquizofrenia: A esquizofrenia é um transtorno mental complexo que dificulta na distinção entre as experiências reais e imaginárias, interfere no pensamento lógico, nas respostas emocionais normais e comportamento esperado em situações sociais.

esquizofrenia

Comportamentos de uma pessoa com esquizofrenia

Todo esquizofrênico é violento?

A relação feita entre esse caso e a doença nos faz pensar que a esquizofrenia pode estar diretamente relacionada a um comportamento violento. Porém, longe disso, pesquisas comprovam exatamente o contrário.

Os esquizofrênicos, em geral, têm um comportamento menos violento e taxas de agressividade menores que o restante da população.
Estudos feitos em diversas universidades de diferentes países afirmam que os esquizofrênicos, em geral, têm um comportamento menos violento e taxas de agressividade menores que o restante da população. “Pacientes esquizofrênicos não costumam ter a iniciativa de fazer mal a alguém, ficam isolados”, diz Dr. Rodrigo.

Sem tratamento e sem orientação adequada os esquizofrenia podem ter comportamentos complexos e se associado a outras donças podem ocorrer  fatores agravantes. O histórico de doenças mentais na família, problemas da infância como bullying podem afetar o comportamento tornado a pessoa mais agressiva e rejeitada.

Como é o comportamento de um esquizofrênico?

Geralmente um esquizofrênico apresentam-se como diminuição de iniciativa, transtornos motores e alterações no comportamento social. A pessoa esquizofrênica pode ficar parada por um longo período de tempo ou se engajar numa atividade repetitiva e aparentemente sem finalidade. Os extremos podem incluir o estupor catatônico – situação na qual o paciente fica imóvel por um período longo, ou o excitamento catatônico, onde o esquizofrênico apresenta atividade motora incontrolável e sem objetivo. Outras alterações motoras são estereotipias (movimentos repetidos sem objetivo aparente) e maneirismos (atividades normais, mas fora de contexto).

A deterioração do comportamento social do esquizofrênico ocorre junto com o isolamento social. Algumas pessoas com esquizofrenia comportam-se de forma estranha ou transgridem regras sociais (por exemplo, despem-se em público). Podem fazer gestos estranhos, expressões faciais impróprias ou caretas e assumir posturas estranhas sem qualquer objetivo aparente.

Comportamento do esquizofrênico na ruas: Podem ser encontradas nas ruas marchando, falando alto e gesticulando. Os esquizofrênico podem negligenciar seus cuidados pessoais, vestir roupas sujas ou inapropriadas e descuidar de seus pertences. Esse descuido com a higiene pessoal e comportamentos excêntricos podem dificultar ainda mais a aproximação de familiares, amigos e estranhos. Ao mesmo tempo, tal situação corrobora a certeza, por parte destas pessoas com esquizofrenia, de que as pessoas não gostam deles, acentuando o isolamento social.

Quais as causas da esquizofrenia?

As causas exatas da esquizofrenia ainda são desconhecidas, mas os médicos acreditam que uma combinação de fatores genéticos e ambientais possa estar envolvida no desenvolvimento deste distúrbio.

Problemas com certas substâncias químicas do cérebro, incluindo neurotransmissores como a dopamina e o glutamato, também parecem estar envolvidos nas causas da esquizofrenia. Estudos recentes de neuroimagem mostram diferenças na estrutura do cérebro e do sistema nervoso central das pessoas com esquizofrenia em comparação aos de pessoas saudáveis. Embora os pesquisadores não estejam totalmente certos sobre o que significam todos esses fatores, estes são indícios de que a esquizofrenia é, de fato, uma doença cerebral.

Fatores de risco da esquizofrenia

Apesar de as causas da esquizofrenia ainda serem desconhecidas, sabe-se de alguns fatores que podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Conheça:

  • História familiar de esquizofrenia
  • Ser exposto a toxinas, vírus e à má nutrição dentro do útero da mãe – especialmente nos dois primeiros trimestres da gestação
  • Doenças autoimunes
  • Ter um pai com idade mais avançada
  • Fazer uso de medicamentos psicotrópicos durante a adolescência e o início da vida adulta
  • Tabagismo.

Sintomas de Esquizofrenia

Os sintomas de esquizofrenia no sexo masculino costumam aparecer entre os 20 e 25 anos. Já em mulheres, os sinais da doença são mais comuns beirando os 30 anos de idade. É raro encontrar casos de esquizofrenia em crianças ou adultos acima dos 45 anos.

Esquizofrenia envolve uma série de problemas tanto cognitivos quanto comportamentais e emocionais. Os sintomas costumam variar e entre eles estão inclusos:

Delírios da esquizofrenia

Estes são crenças em fatos irreais que não possuem base alguma na realidade. Uma pessoa com esquizofrenia pode achar, por exemplo, que está sendo prejudicada de alguma forma ou até mesmo assediada. Ela pode acreditar, também, que certos gestos ou comentários são direcionados a ela, que ela tem alguma capacidade ou talento excepcional ou até mesmo fama. Pode achar, também, que determinada pessoa está apaixonada por ela e que uma grande catástrofe está prestes a ocorrer. Alguns delírios incluem ideias de que algumas partes do corpo não estão em pleno funcionamento e têm uma incidência de quatro em cinco pessoas com esquizofrenia.

Alucinações da esquizofrenia

Estas, em termos gerais, envolvem ver ou ouvir coisas que não existem. No entanto, para a pessoa com esquizofrenia, essas coisas têm toda a força e o impacto de uma experiência normal. As alucinações podem estar em qualquer um dos sentidos, mas ouvir vozes é a alucinação mais comum de todas.

Pensamento desorganizado da esquizofrenia

Esse sintoma pode ser refletido na fala, que também sai desorganizada e com pouco ou nenhum nexo. A ideia de que pensamento desorganizado é um sintoma da esquizofrenia surgiu a partir do discurso desorganizado de alguns pacientes. Para os médicos, os problemas na fala só podem estar relacionadas à incapacidade de a pessoa formar uma linha de pensamento coerente. Neste sentido, a comunicação eficaz de uma pessoa portadora de esquizofrenia pode ser prejudicada por causa deste problema, e as respostas às perguntas feitas podem ser parcial ou completamente alheias e desconexas.

Habilidade motora desorganizada ou anormal

O comportamento de uma pessoa com esse tipo de disfunção não é focado em um objetivo, o que torna difícil para ela executar tarefas. Comportamento motor anormal pode incluir resistência a instruções, postura inadequada e bizarra ou uma série de movimentos inúteis e excessivos.

Outros sintomas da esquizofrenia

Além dos sinais citados, outros parecem estar relacionados com a esquizofrenia. Uma pessoa com a doença pode:

  • Não aparentar emoções
  • Não fazes contato visual
  • Não alterar as expressões faciais
  • Ter fala monótona e sem adição de quaisquer movimentos que normalmente dão ênfase emocional ao discurso.

Além disso, a pessoa pode ter reduzida sua capacidade de planejar ou realizar atividades, tais como:

  • Diminuição da fala
  • Negligência na higiene pessoal
  • Perda de interesse em atividades cotidianas
  • Isolamento social
  • Sensação de incapacidade de conseguir sentir prazer.
Fonte: Portal Minha Vida.

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