Neurônios fortes deixam de existir com o alto consumo regular de álcool

Neurônios fortes deixam de existir com o alto consumo regular de álcool

Com o alto consumo de álcool, os neurônios têm sua reprodução afetada, pois o corpo precisa se adequar frente os distúrbios que a bebida causa, a tontura por exemplo. Assim inúmeras células-tronco cerebrais que produzem novos neurônios são destruídas. Isso impacta na perda frequenta da construção de neurônios fortes.

Até pouco tempo atrás, os cientistas achavam que o número de células nervosas do cérebro adulto era definido ainda cedo na vida, sem o desenvolvimento de novos neurônios a partir de uma determinada idade. Recentemente, porém, eles descobriram que um pequeno grupo de células-tronco continua a produzir novos neurônios, ainda que em quantidades e em regiões cerebrais limitadas, ao longo da vida, num processo que foi batizado de “neurogênese”.

Esta descoberta de uma certa capacidade de “regeneração” do cérebro mudou paradigmas na abordagem das pesquisas para entender e buscar tratamentos de problemas que provocam a perda de neurônios, sejam doenças neurodegenerativas, como o mal de Alzheimer, ou fatores externos, como o alcoolismo. E foi diante desta possibilidade que pesquisadores da Divisão Médica da Universidade do Texas em Galveston, EUA, decidiram investigar os efeitos do consumo regular de álcool neste tipo de células.

– A descoberta de que o cérebro adulto produz células-tronco que criam novas células nervosas nos deu uma nova maneira de abordar o problema das mudanças no cérebro relacionadas ao álcool – diz Ping Wu, professor do Departamento de Neurociência e Biologia Celular da instituição. – Mas antes de desenvolvermos estas novas abordagens precisamos entender como o álcool impacta as células-tronco cerebrais em diferentes estágios de seu desenvolvimento, em diferentes regiões cerebrais e nos cérebros tanto de machos quanto de fêmeas.

Assim, em experimentos com camundongos usando técnicas avançadas que os permitem “marcar” estas células-tronco nos cérebros dos animais, os cientistas verificaram que a ingestão regular de álcool no longo prazo mata a maior parte delas, reduzindo a produção e desenvolvimento de novos neurônios. Além disso, eles observaram que as fêmeas dos camundongos apresentavam déficits maiores que os machos, exibindo sinais mais severos de intoxicação e um reservatório menor de células-tronco cerebrais na zona subventricular, uma das principais regiões de neurogênese do cérebro.

Os cientistas esperam que mais estudos baseados em seu modelo animal dos efeitos do alcoolismo no cérebro tragam uma melhor compreensão do como o álcool interage com as células-tronco cerebrais, abrindo caminho para o eventual desenvolvimento de novas estratégias para tratar e curar o alcoolismo e suas consequências físicas no órgão.

Fonte: Extra

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Author: Redação

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