Estudos apontam Jogos Lúdicos como peças primordiais as crianças

Estudos apontam Jogos Lúdicos como peças primordiais as crianças

Os Jogos Lúdicos são atividades desenvolvidas que contribuem para o aprendizado das crianças, principalmente as que estão nos primeiros anos de período escolar. Os impactos são inúmeros e podem apresentar-se em crianças que apresentam doenças como o autismo, as auxiliando a melhorar o setor cognitivo.

 

O olhar da Especialista

 

“Os jogos lúdicos são um excelente meio de interação para pais e filhos. Permitem a estimulação de várias habilidades de forma precoce e sutil. As características do jogo vão determinar quais habilidades serão estimuladas como por exemplo a troca de turno, pois esperar a vez para jogar trabalha limites, paciência, até mesmo educação. O estímulo ao incentivo na participação da “competição” auxilia no reforço à autoestima, o encorajamento nas atividades do dia a dia”, conta a neurologista infantil, Dra Adriana Ladeira.

 

Ela enfatiza que “o ‘ganhar e perder’ auxilia a compreensão da realidade da vida diária assim como das escolhas. Favorece a percepção de que não temos prazer sempre. O reconhecimento das regras e a consequência de seu descumprimento são atribuições de jogos que permitem uma boa transposição para as relações sociais. Se o jogo permite duplas ou grupos para sua execução favorece aos pais o ensino de trabalho em grupo, da cooperação para uma causa única”, diz a Dra Adriana. Que deixa um recado aos pais: “Os pais ao escolher um jogo lúdico podem identificar quais as habilidades requeridas para sua execução e explorá-las de forma agradável como ferramenta na educação dos filhos”, enfatiza.

 

 

Os jogos lúdicos também podem ajudar as crianças com autismo

 

“As crianças com autismo podem ter sintomas de grande variabilidade, variando o seu quadro clínico. Assim os jogos devem ser escolhidos conforme a habilidade a ser trabalhada. Como a socialização é um comprometimento comum a estes pacientes, os jogos em duplas ou grupos podem ter uma estimulação de maior impacto. Jogos em que a fala e linguagem são bastante interessantes, como aqueles em que a criança deve reproduzir por gestos a mensagem a ser comunicada e reconhecida pelos outros jogadores. Incentivam a empatia para autistas com menor comprometimento. Aqueles que têm prejuízo motor podem se beneficiar de jogos que necessitem do uso de habilidades manuais como o antigo jogo de pega varetas. Jogos em que é feita a montagem de expressões faciais de acordo com sentimentos nomeados estimulam o desenvolvimento da empatia”, explica Dra Adriana Ladeira.

 

A idade certa para os jogos lúdicos

 

“Não existe uma idade de base para início de outros tipos de atividades. O que é necessário é avaliar se a criança tem prontidão sob o aspecto orgânico para uma determinada atividade. Uma criança que mal segura um objeto não poderia participar de um jogo que requeira construção, empilhamento, seriação de peças. Na realidade o que define o uso do jogo não é a idade, e sim as habilidades requeridas para sua compreensão e execução”, afirma Dra Adriana.

 

“Os jogos lúdicos fazem com que as crianças aprendam e muito. Pois estimulam habilidades específicas, proporcionam a elaboração de estratégias e ampliação de raciocínio, além de oferecer a aprendizagem pertinente às habilidades sociais”, explica Dra Adriana.

 

 

O aprendizado com os jogos

 

“A aprendizagem através de jogos de tabuleiro, charadas e gameboards ocorre de forma variada a cada jogo. Para jogos de tabuleiro a aprendizagem se dá através do conhecimento de regras do jogo, da elaboração mental de estratégias de ofensiva e defensiva, e até incentiva a imaginação para criação de respostas”, analisa Dra Adriana.

 

“As charadas favorecem mais o desenvolvimento da linguagem, requerem o uso de habilidades cognitivas de abstração e reconhecimento de figuras de linguagem, compreensão de metáforas. Já os gameboards favorecem o aprendizado de habilidades de planejamento, compreensão de regras e controle visomotor”, compreende Dra.  Adriana.

 

“A importância da atividade lúdica é muito grande na vida de uma criança. Pois o jogo, o brincar através do prazer colaboram para treinos específicos de habilidades. Não há como compará-la com atividades escolares, porém devem ocupar uma boa posição de destaque. O jovem já usa o jogo com outras finalidades, embora se beneficie muito dos seus efeitos no seu desenvolvimento. Porém no jovem o jogo tem maior carácter de diversão, competição e busca pelo prazer”, finaliza Dra Adriana.

 

 

Diversas crianças aprendem brincando no World Pop Festival

 

“Os boardgames estão em alta e estimulam as crianças na imaginação e coordenação. Além de jogos que estimulam a cabeça como Game of Thrones e GodFather. Colocamos 12 mesas para jogarem à vontade”, conta Monara Carine, representante da GameVault.

 

As crianças ocuparam todos os espaços e se divertiram junto aos diversos jogos propostos. Outros representantes da GameVault estavam nas mesas para ajudar em possíveis dúvidas durante a jogatina. Os meninos e meninas liam as regras e a cada jogada se emocionavam nos desafios propostos. “É divino ver tantas crianças se divertindo com os jogos. Essa é a nossa proposta para o World Pop Festival, que eles se divirtam e aprendam jogando. Experiência igual que fazemos em nossa loja física. É totalmente gratuito jogar por lá”, relata Monara.

 

Coordenando toda a turma que foi ao evento estavam as Professoras Maíra e Glaucia. “É legal que trabalha o lado lúdico delas, pois apresenta um novo mundo em jogos que não podemos apresentar a eles, saindo assim da rotina”, contou Maíra.  “Eles reagiram bem a experiência, se mostraram animados, acredito que usufruíram muito bem do espaço. Qualquer forma que está sendo usada para ajudar no aprendizado deles é importante. Os jogos são uma maneira diferente de aprender cognitivamente, o que é muito legal para eles. Tem criança que no dia a dia fica tímida e não se desenvolve, com os jogos eles se mostram, interagem mais, leem e escrevem mais que vai certamente na parte cognitiva. Trabalhamos alguns jogos com eles na escola, mas aqui a diversidade é bem maior, isso também os motiva”, acrescentou Glaucia.

 

Para Monara, o efeito frente ao aprendizado das crianças é muito claro. “Os jogos ajudam tanto na parte de leitura por ter que ler as regras, efeitos de cartas e como se jogar. Tem jogo que estimula a coordenação motora, imaginação, contas de matemática, então são muitas as formas de contribuir no aprendizado das crianças. Com as parcerias que temos com escolas e professores levamos nossos jogos e assim ajudamos eles também no recinto escolar. Eles aprendem, jogam e focam em como resolver as questões necessárias para o andamento do game. É uma ligação que dá muito resultado”, finaliza.

 

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Author: Redação

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