O que AVC?

O que AVC?

AVC isquêmico e hemorrágico: sintomas causas e sequelas

O que é AVC?

O AVC, acidente vascular cerebral ou também conhecido como derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada. O AVC também é chamado de Acidente Vascular Encefálico (AVE).

 

Tipos

Dependendo da causa do AVC ele pode ser hemorrágico ou isquêmico. Entenda melhor cada tipo:

 

AVC hemorrágico

AVC hemorrágico ou acidente vascular cerebral hemorrágico se dá pelo comprometimento de alguma artéria cerebral. Dizemos que o AVC é hemorrágico quando há o rompimento de um vaso cerebral, ocorrendo um sangramento (hemorragia) em algum ponto do sistema nervoso. A diferença do AVC hemorrágico para o AVC isquêmico é o que segundo decorre da obstrução de uma artéria, e não de seu rompimento. A hemorragia pode acontecer no interior do tecido cerebral (AVC hemorrágico intraparenquimatoso), que é o mais comum e responsável por 15% de todos os casos de AVC.

O sangramento também pode ocorrer perto da superfície cerebral, entre o cérebro e a meninge, conhecido como AVC hemorrágico subaracnóideo. O AVC hemorrágico não é tão comum quanto o isquêmico, no entanto, o AVC hemorrágico pode causar a morte mais frequentemente do que acidentes vasculares cerebrais isquêmicos.

 

AVC isquêmico

AVC isquêmico ou acidente vascular cerebral isquêmico se dá quando há uma obstrução da artéria, impedindo a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que morrem – essa condição é chamada de isquemia. A obstrução da artéria pode acontecer por um trombo, que é um coágulo de sangue que se forma na parede do vaso sanguíneo, ou por um êmbolo, que nada mais é do que um trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em um vaso sanguíneo menor que sua extensão.

 

 

Causas

Causas do AVC hemorrágico

Quando falamos em um AVC hemorrágico, a hemorragia pode ser causada por fatores como:

  • Hipertensão arterial
  • Inflamação nos vasos sanguíneos, que podem se desenvolver a partir de doenças como sífilis, doença de Lyme, vasculite e tuberculose
  • Distúrbios de coagulação do sangue, como a hemofilia
  • Ferimentos na cabeça ou no pescoço que resultam em danos aos vasos sanguíneos na cabeça ou no pescoço
  • Tratamento com radiação para câncer no pescoço ou cérebro
  • Angiopatia amiloide cerebral (uma doença degenerativa dos vasos sanguíneos)
  • Aterosclerose
  • Arritmias cardíacas
  • Doenças das válvulas cardíacas, como prolapso da válvula mitral ou estenose de uma válvula cardíaca
  • Endocardite
  • Forame oval patente, que é um defeito cardíaco congênito
  • Distúrbios de coagulação do sangue
  • Vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos)
  • Insuficiência cardíaca
  • Infarto agudo do miocárdio.

Causas de um AVC isquêmico

Uma isquemia causadora de um AVC pode ocorrer por fatores como:

  • Aterosclerose:condição vascular onde ocorre o acúmulo de lipídeos (como o colesterol e triglicérides), plaquetas e outras substâncias no seu interior dos vasos, levando a um espessamento gradual de suas paredes e gerando sua obstrução
  • Formação de trombos:pequenos grumos sanguíneos coagulados, de diversos tamanhos, que quando em circulação, encontram um vaso menor que seu diâmetro causando sua obstrução
  • Inflamações:respostas locais que o nosso corpo produz para combater alguma situação indesejável. No AVC, as inflamações mais comuns são as causadas por anti-corpos (doenças auto-imunes) e as infecções que acometem o interior das artérias.

 

Fatores de risco

Os fatores de risco mais conhecidos para um AVC, seja qual for o tipo, são:

  • Hipertensão
  • Diabetes tipo 2
  • Colesterol alto
  • Sobrepeso e obesidade
  • Tabagismo
  • Uso excessivo de álcool
  • Idade avançada
  • Sedentarismo
  • Histórico familiar: o risco é maior se um parente próximo, como pai, mãe ou irmão, teve um AVC
  • Sexo masculino.

Além disso, doenças cardiovasculares que influenciam no fluxo sanguíneo podem aumentar o risco de AVCs isquêmicos, como:

  • Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial
  • Doenças das válvulas cardíacas, como prolapso da válvula mitral ou estenose de válvula cardíaca
  • Endocardite, que é a infecção das valvas do coração
  • Forame oval patente, que é um defeito cardíaco congênito
  • Insuficiência cardíaca
  • Infarto agudo do miocárdio.

 

Sintomas de AVC

Entre os sintomas gerais de um AVC, temos:

  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo;
  • Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;
  • Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos;
  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem;
  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;
  • Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.;

Como diferenciar um AVC hemorrágico e isquêmico?

Em alguns casos, o AVC hemorrágico pode ter os sintomas agravados rapidamente (como o rebaixamento de consciência progressivo e a deterioração súbita dos reflexos neurológicos). Além disso, se a pessoa apresenta sintomas mais impactantes e graves logo de início, como o desmaio, convulsão e etc., é mais provável também que seja um AVC hemorrágico.

Mas não há uma maneira clínica definitiva para constatação desta separação. A melhor alternativa é a realização rápida de exame de imagem.

 

 

 

AVC: saiba quais os primeiros socorros durante um derrame

Identifique os sinais precoces e como proceder em uma emergência

A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral (AVC), sendo essa a primeira causa de morte e incapacidade no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) e Academia Brasileira de Neurologia (ABN). “O AVC, que atualmente é chamado de AVE (acidente vascular encefálico), ocorre quando existe a interrupção da oferta de oxigênio e nutrientes em um território do cérebro, cerebelo ou tronco cerebral”, explica o cardiologista Rafael Munerato, do laboratório Pasteur. Essa interrupção pode ocorrer devido a um entupimento, que é o AVC isquêmico, ou rompimento de um vaso, caso do AVC hemorrágico.

Os fatores de risco são semelhantes aos do infarto do miocárdio: tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Dessa forma, a adoção de hábitos saudáveis e controle de doenças metabólicas e cardiovasculares é essencial para prevenir esse mal. “E quando falamos de cuidado, é preciso reconhecer os principais sintomas do AVC para que o atendimento seja feito o mais rápido possível, uma vez que isso é decisivo para a boa recuperação do paciente”, alerta o neurologista André Felício, de São Paulo. Se você ainda tem dúvidas sobre o que fazer quando se tem um derrame cerebral, confira:

 

Sintomas podem ser discretos

É muito comum acharmos que, em caso de derrame cerebral, a pessoa irá passar mal e desmaiar, devendo ser encaminhada para o hospital. Entretanto, os sintomas são muito mais sutis. “Dormência e fraqueza em uma metade do corpo, alteração da fala e desequilíbrio são alguns dos sintomas de AVC”, explica a neurologista e neurofisiologista Adriana Ferreira Barros Areal, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. É importante entender que o AVC se manifesta como uma perda neurológica súbita, ou seja, mudanças em seus movimentos, fala, visão ou qualquer outra coisa que funcionava de uma determinada maneira e parou de repente ou então você começou a fazer de outra maneira. É extremamente importante saber reconhecer o AVC o mais rápido possível, pois o tratamento precoce fará toda a diferente no futuro desse paciente. Confira alguns dos principais sintomas de AVC:

– Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo;

– Sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;

– Perda súbita de visão em um olho ou nos dois olhos; – Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem;

Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;

– Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

 

 

 

Não espere o pior passar

Outra mania muito perigosa – principalmente quando o assunto é derrame cerebral – é esperar a dor passar para, então, procurar um médico. No geral, pensamos que é melhor deixar a pessoa se estabilizar, para evitar qualquer sofrimento em uma viagem ao hospital ou socorro. Entretanto, na suspeita de um AVC, o ideal é encaminhar essa pessoa para o hospital o mais rápido possível. “É preciso entender que uma característica fundamental do AVC é a sua instalação súbita, e cada minuto perdido poderá fazer diferença lá na frente, na hora da recuperação, uma vez que quanto maior é o dano cerebral, maiores são as sequelas”, lembra o neurologista André Felício, de São Paulo.

Os danos de um AVC são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de três horas para ser iniciado. Inclusive, no caso de AVC isquêmico, o médico pode dar ao paciente um medicamento antitrombótico chamado alteplase, que deve ser aplicado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Esse medicamento diminui em 30% o risco de sequelas do AVC isquêmico e em 18% a mortalidade.

 

Não dê AAS

Muito se fala também sobre ministrar uma pílula de AAS (ácido acetilsalicílico) quando uma pessoa está sofrendo um AVC, já que ela afinaria o sangue e impediria um novo êmbolo. Apesar de ser um raciocínio correto, ele só traria algum benefício para pessoas que sofreram um AVC isquêmico – e ainda assim não é nada muito expressivo. “Nos casos de AVC hemorrágico, o ácido acetilsalicílico pode piorar ainda mais o sangramento, agravando o quadro”, explica a neurologista Adriana.

E como não é possível saber qual tipo de derrame cerebral a pessoa está tendo sem avaliação médica, o conselho é não dar qualquer medicamento e encaminhá-la para o hospital.

 

Não dê remédio para pressão

Aqui a lógica é a mesma do ácido acetilsalicílico: nenhum medicamento deve ser ministrado sem avaliação médica, ainda que o paciente seja hipertenso. Novamente, é impossível saber que tipo de AVC a pessoa está sofrendo e se o medicamento irá beneficiar ou não aquele quadro.

“Nos casos em que o paciente tem hipertensão, a atenção com o rápido atendimento deve ser redobrada, e o controle do nível de pressão vai depender do tipo de AVC, do tratamento proposto e da história prévia da pessoa”, explica a neurologista Adriana.

 

Se a pessoa tiver diabetes, verifique a glicemia

Em pacientes do diabetes, explica a neurologista Adriana, a glicose muito alta ou muito baixa pode imitar os sintomas de AVC. “Portanto, a verificação da glicemia ajuda a distinguir um problema de outro”, diz. Dessa forma, é importante fazer medição e, caso não seja o caso de uma alteração na glicemia, correr para receber o atendimento adequado.

 

Chamar a emergência ou correr para o hospital?

Se você estiver perto de um hospital ou pronto socorro de confiança e tem condições de ir ou levar o paciente para lá com rapidez, não há porque esperar a ambulância. “Entretanto, se você está longe de um pronto atendimento, não tem carro, a viagem até lá seria muito difícil ou você não está em condições de ir sozinho, não hesite em chamar a emergência, pois o tratamento pode iniciar já na ambulância”, aconselha a neurologista Adriana.

Além disso, o neurologista André Felício lembra que o ideal é dar preferência a hospitais que sabidamente tem um serviço dedicado ao tratamento agudo do AVC, que são aqueles capazes de realizar procedimentos neurológicos, como exames e cirurgias.

 

É necessário procedimento cirúrgico?

Existem dois tipos de cirurgia que podem ser indicadas para o tratamento do AVC. Se o paciente tiver obstrução significativa das artérias carótidas no pescoço (caso de AVC isquêmico), pode precisar de uma endarterectomia de carótida. Durante esta operação, o cirurgião remove a formação de placas nas artérias carótidas para reduzir o risco de ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC.

Os benefícios e os riscos desta cirurgia devem ser cuidadosamente avaliados, pois a cirurgia em si pode causar um AVC. Já para o AVC hemorrágico, o tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento.

O tratamento cirúrgico para o caso de AVC hemorrágico pode não ser realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro. “Mas nem todo o paciente precisará desses procedimentos cirúrgicos para se recuperar de um derrame cerebral”, diz a neurologista Adriana. “A indicação cirúrgica também depende da gravidade do quadro e da condição clinica do paciente, sendo avaliado caso a caso.”

 

Toda recuperação é igual?

Não, o andamento do paciente após um AVC pode variar muito. Tudo depende de fatores como extensão do AVC, local do cérebro onde ele aconteceu, demora no tratamento, idade, tipo de derrame, doenças relacionadas… Não há regra. “Cada caso evolui de um jeito”, afirma Adriana Ferreira. “Todavia, quanto mais precoce e mais especializado o atendimento em geral os resultados são melhores.”

 

Buscando ajuda médica

Na presença de qualquer um dos sintomas de derrame citados, é importante ir a um pronto-socorro imediatamente. Isso porque quanto mais rápido se dá o tratamento, menores são as sequelas decorrentes do AVC. O mais correto é chamar o resgate para fazer a remoção em vez de encaminhar o paciente para o hospital de carro ou ônibus, pois já na ambulância podem ser iniciados alguns procedimentos, como oxigenação. Também é importante dar preferência a hospitais que são conhecidamente preparados para receber um paciente em situações agudas do AVC.

 

 

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar AVC são:

  • Clínico geral
  • Médico intensivista

Como o AVC é um diagnóstico de emergência, a consulta normalmente ocorre sem um preparo por parte do paciente e seus acompanhantes.

 

Diagnóstico de AVC

Primeiros socorros

Se você desconfia que uma pessoa está tendo um AVC, A escala pré-hospitalar de AVC deverá ser aplicada para reconhecer os sinais mais frequentes, caso o paciente não esteja com um quadro claro. Dos três itens avaliados, um sinal positivo (com início súbito) é suficiente para suspeitar de um AVC hemorrágico:

  • Face:o socorrista pedirá para o paciente dar um sorriso, para verificar se há desvio da boca
  • Força:ele pedirá ao paciente para levantar os dois braços e verá se um deles cai por falta de força
  • Fala:será solicitado ao paciente dizer uma frase qualquer, como “o céu é azul”, para verificar se não há qualquer alteração.

Diagnóstico e tratamento de emergência

Assim que o paciente chega ao hospital, entre os cuidados clínicos de emergência estão:

  • Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura axilar
  • Posicionar a cabeceira da cama a 0°, exceto se houver vômitos (nesse caso manter a 30 graus) Acesso venoso periférico em membro superior não paralisado
  • Administrar oxigênio por cateter nasal ou máscara, caso o paciente precise
  • Checagem de glicemia capilar
  • Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao paciente ou acompanhante.

Exames

Alguns exames podem ser feitos, durante a internação, para ajudar no diagnóstico do tipo de AVC (isquêmico ou hemorrágico), bem como o que o ocasionou:

  • Tomografia computadorizada
  • Ressonância magnética
  • Angiografia
  • Ultrassonografia

 

Tratamento emergencial no hospital

Quando o paciente com AVC chega ao hospital e é determinado o tipo de AVC que ele tem, são executados os tratamentos de emergência.

Se o tempo de aparecimento dos sintomas for inferior a quatro horas, sem presença de hemorragia intracraniana, pode-se tentar a desobstrução das artérias através de uma medicação endovenosa, o rt-PA. Este procedimento é conhecido como trombólise endovenosa e poderá ser realizado caso o paciente esteja incluído nos critérios de eleição para o procedimento e não apresente nenhuma contra-indicação. Estes critérios de inclusão e exclusão são determinados por protocolos institucionais que devem obedecer as mais modernas recomendações internacionais da área.

Se no exame de imagem for observada a presença um trombo nas artérias cerebrais, a preferência é a retirada mecânica ou dissolução local do mesmo. Este procedimento é realizado pela equipe de Neurorradiologia, que deve ser acionada imediatamente. Através de avançados procedimentos endovasculares (como o cateterismo), é possível retirar o trombo ou infundir no próprio localmedicações que desfaçam a obstrução (incluindo o rt-PA). Isto possibilita a desobstrução imediata da artéria obstruída. Este procedimento é indicado para pacientes com até 8 horas evento.

e a história é superior a 4 horas, sem evidências da presença de trombo nas artérias intra-cerebrais detectada pelas imagens, resta apenas o tratamento clínico e o suporte para diminuição de danos e prevenção de novos eventos.

Depois da emergência o paciente é conduzido para a Unidade de Terapia Intensiva, onde será observado e monitorizado de perto, além de dar continuidade aos exames de investigação diagnóstica e prevenção de novos eventos. Todos os controles do pacientes devem ser estabilizados (pressão arterial, glicemia, equilíbrio metabólico e hidro-eletrolítico).

 

 

Tratamento clínico após a recuperação do paciente

O tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada por um AVC dependerá sempre das particularidades que envolvam cada caso. Há recursos terapêuticos que podem auxiliar na restauração das funções afetadas. Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja analisado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, fisioterapeutas, médicos, psicólogos e demais profissionais. Seja qual for o tipo do acidente, as consequências são bastante danosas. Além de estar entre as principais causas de morte mundiais, o AVC é uma das patologias que mais incapacitam para a realização das atividades cotidianas.

 

Tipos de técnica de reabilitação

Durante a reabilitação, é importante que o paciente seja acompanhado por:

  • Fisioterapeutas
  • Terapeutas ocupacionais
  • Fonoaudiólogos.

Medicamentos para AVC

Os medicamentos usados no tratamento do AVC são geralmente indicados para evitar futuras complicações, a exemplo de doenças cardiovasculares. Para casos como esse, a sinvastatina costuma ser o remédio mais prescritos por especialistas.

Outros medicamentos usados para prevenir complicações e tratar efeitos do AVC são:

  • Aradois
  • Aspirina Prevent
  • Atorvastatina Cálcica
  • Cebralat
  • Cilostazol
  • Clopidogrel
  • Coumadin
  • Cozaar
  • Effient
  • Eliquis
  • Marevan

Esses medicamentos também podem ser recomendados por médicos para prevenir a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais.

No entanto, sempre tenha em mente que somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

 

AVC tem cura?

Quando a pessoa é atendida rapidamente após um AVC, suas chances de sobreviver e ter menos sequelas são menores.

Caso o paciente tenha sobrevivido e tenha ficado com sequelas, o tempo de recuperação varia caso a caso e depende de vários fatores, tais como a extensão do avc, a idade do paciente, condições gerais de saúde, realização de fisioterapia e fonoaudiologia, cuidados de enfermagem a apoio psicológico e familiar após ao avc. Em geral, o tempo médio de recuperação gira em torno de seis meses a um ano.

 

Complicações possíveis

Veja a seguir os tipos de reabilitação para as principais sequelas de um AVC:

 Déficit motor

Ocorre quando a área afetada pelo AVC é aquela responsável pelos movimentos do nosso corpo, sendo o lado esquerdo do cérebro responsável pelos movimentos do lado direito e vice-versa. É importante a realização de fisioterapia e terapia ocupacional precoce, a fim de reinserir a pessoa nas atividades do dia a dia.

 

Déficit sensitivo

Diversas áreas do cérebro estão relacionadas à sensibilidade. Quando há lesão de uma delas a pessoa deixa de sentir um lado do corpo. Uma atividade que pode ajudar na recuperação da sensibilidade é expor a área afetada a diferentes materiais, como esponjas, papéis, madeira, lixas ásperas e etc.

 

 Afasia

Quando o AVC ocorre na área do cérebro correspondente à linguagem (broca e wernicke), é comum o paciente sofrer com a afasia. Ela pode ser dividida basicamente em dois grandes grupos: afasia de expressão (quando o paciente entende o que você fala, mas é incapaz de se expressar pela linguagem falada) e de compreensão (quando ele consegue se expressar de todas as formas, mas não entende o que lhe é dito). É fundamental o trabalho do fonoaudiólogo.

 

Apraxia

O paciente de AVC com apraxia perde a capacidade de se expressar por gestos e mímicas e de realizar tarefas motoras em sequências. Por exemplo: a incapacidade de fazer gestos que tenham um significado pré-definido, como o sinal de silêncio, acenar para dar oi ou levantar o polegar em sinal positivo. Nesses casos o paciente precisa reaprender a fazer esses processos. É necessário ensinar novamente essa sequência de movimentos, que deve ser lembrada e exercitada.

 

 Negligência

Decorrente de lesões no hemisfério cerebral não dominande, que na maioria da população é o lado direito. Essa sequela diz respeito a pessoa que negligencia uma parte ou um lado se seu corpo, como se aquele segmento não pertencesse à pessoa. É fundamental estimular o lado afetado do corpo para reduzir a sequela;

 

 Agnosia visual

Entende-se por agnosia visual a incapacidade da pessoa de reconhecer objetos e pessoas através da visão, apesar de essa não ter sido comprometida. Dependendo do grau da lesão, a pessoa pode inclusive não reconhecer mais rostos. É importante exercitar esse lado do paciente, apresentando-o para novos objetos, sempre com muita paciência – uma tática é começar por objetos que faziam parte do cotidiano do paciente antes do AVC.

 

 Déficit de memória

Ocorre quando a região temporal do cérebro é afetada. No geral a pessoa perde a capacidade de lembrar eventos recentes, recordando apenas episódios passados.

 

Lesões no tronco cerebral

No tronco cerebral estão localizados centros responsáveis por atividades vitais, como a respiração. Lesões nesta região podem deixar sequelas graves e até mesmo levar à morte. Pacientes com esse tipo de sequela podem apresentar também paralisia nos dois lados do corpo, estrabismo e dificuldades para engolir – cada ponto sendo tratado por sua especialidade específica.

 

Alterações comportamentais

Ocasionados por uma lesão na parte frontal do cérebro, as alterações comportamentais são comuns em vítimas de AVC. O indivíduo geralmente passa por quadros de agitação e quadro de apatia, passando por sintomas como perda de iniciativa ou explosões de raiva sem causa aparente. Os cuidadores devem buscar orientação médica, pois em alguns casos pode ser necessário que o paciente seja medicado.

 

Depressão

A doença funciona exatamente como a depressão comum, porém se inicia após o AVC. Os sintomas são iguais aos da depressão comum – tristeza, apatia, sono inadequado, transtornos alimentares, entre outros – e pede um tratamento especializado com um psicólogo e com um neurologista ou psiquiatra.

 

Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT)

É comum em indivíduos com AVC. Sintomas que ajudam a identificar o problema são pesadelos persistentes e tendência do paciente a evitar lembranças do evento.

Prevenção

Muitos fatores de risco contribuem para o aparecimento de um AVC isquêmico. Alguns desses fatores não podem ser modificados, como a idade, a raça, a constituição genética e o sexo. Outros fatores, entretanto, podem ser diagnosticados e tratados, tais como a hipertensão arterial (pressão alta), a diabetes mellitus, as doenças cardíacas, a enxaqueca, o uso de anticoncepcionais hormonais, a ingestão de bebidas alcoólicas, o fumo, o sedentarismo (falta de atividades físicas) e a obesidade. A adequação dos hábitos de vida diária é primordial para a prevenção do AVC.

O objetivo do tratamento depois de um AVC envolve, além de tratar as sequelas que surgem, evitar possíveis eventos futuros. Por isso, mudanças no estilo de vida são uma parte importante do acompanhamento do AVC isquêmico. Veja o que é preciso fazer para impedir um novo derrame:

  • Não fumar ou não permitir que outros fumem perto de você
  • Manter um peso saudável
  • Praticar pelo menos 30 minutos de exercícios na maioria dos dias da semana (caminhada é uma boa escolha)
  • Manter uma dieta equilibrada, pobre em colesterol, gorduras saturadas, açúcar e sal, conforme orientação profissional
  • Controlar a pressão em pacientes hipertensos
  • Controlar glicemia em pacientes com diabetes

Seguir tomando as medicações prescritas pelo médico. Após o AVC isquêmico a grande maioria dos pacientes terão que tomar um antiagregante, medicação que afina o sangue, como a aspirina (AAS).

 

 

Referências: Médicos, livros e site de saúde.
Leia mais sobre AVC no site do Ministério da Saúde

 

 

Conheça alguns médicos especialistas da área:
Angiologia e Cirurgia Vascular, Neurocirurgia, Neurologia, Notícias

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Author: Redação

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