Epilepsia

Epilepsia

A epilepsia é um distúrbio do cérebro que se expressa por crises repetidas. Não se trata de uma doença mental, embora as crises possam ser desencadeadas por estresse e ansiedade. Além do medo natural relativo às consultas médicas, exames, uso de medicamentos, os portadores da epilepsia têm preocupações a respeito do futuro e necessidade de provar que são iguais às outras pessoas.
O portador de epilepsia e também seus familiares necessitam de boa compreensão sobre o diagnóstico para aceitar e aprender a lidar com a realidade, fatores essenciais ao sucesso do tratamento. Existem vários tipos de crises epilépticas, sendo mais comum as crises convulsivas (motoras) e crises de ausência (“desligamento”). O tratamento, embora prolongado, tem resultados excelentes em 70 a 80% dos casos. O tratamento da epilepsia é preventivo e, portanto, “deve ser rigoroso”; sem erros ou falhas no uso dos medicamentos. A maioria dos casos de epilepsia inicia-se na infância ou na adolescência e a cura é mais fácil quanto mais precoces forem o diagnóstico e o tratamento. Ao contrário do que se imagina, as epilepsias são muito frequentes. Dentre cada cem pessoas, uma a duas são epilépticas, segundo dados da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE). Nos Estados Unidos, aproximadamente dois milhões de pessoas têm epilepsia e todo ano são diagnosticados pelo menos cem mil casos novos.

Diagnóstico
É feito pela história clínica, por exames de imagem (Tomografia e Ressonância) e por exames funcionais (Eletroencefalograma e Monitoramento Contínuo da Atividade Elétrica Cerebral (Holter Cerebral).

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O Tratamento
É feito por medicamentos que visam bloquear as descargas elétricas cerebrais anormais, as quais produzem as crises epiléticas.
Como as crises são ocasionais e imprevisíveis, não adianta tomar medicamentos só por ocasião das crises ou sem acompanhamento médico regular e contínuo. O tratamento costuma ser longo e é necessária muita força de vontade do paciente, para o controle das crises. A consulta médica periódica permite que a quantidade de medicamentos seja ajustada à necessidade individual, além de possibilitar a identificação de fatores que possam estar contribuindo para o aumento das crises (fatores desencadeantes) e também para a verificação dos efeitos colaterais que às vezes aparecem com o uso dos medicamentos.
• Consulte seu médico periodicamente.
• Tome os remédios nos horários e quantidades prescritas.
• Não dobre a dose no horário seguinte caso tenha esquecido de tomá-la no horário anterior.
• Cuidado com o uso de bebidas alcoólicas pois o álcool pode facilitar a ocorrência de crises.
• Procure dormir suficiente e fazer suas refeições em horários regulares.
• Verifique se existe algum fator que facilite a ocorrência de suas crises. Anote tudo e converse com seu médico.

Causa
Pode estar relacionada com lesão no cerebral, decorrente de traumatismo na cabeça, infecção (meningite, por exemplo), neurocisticercose (“ovos de solitária” no cérebro), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, etc. Às vezes, algo que ocorreu antes ou durante o parto. As causas que deram origem à epilepsia muitas vezes não são identificas encontrando-se em alguns casos “cicatrizes” cerebrais de causa ignorada.

As Crises
As crises epiléticas podem ser desencadeadas por febre, suspensão abrupta da medicação antiepilética, fadiga física, ingestão de álcool, privação de sono, hiperventilada (respiração forçada), emoções (relacionadas à preocupação, alegria, irritação, tristeza e outras). Elas podem manifestar se de diferentes maneiras. Veja as mais conhecidas:

Convulsiva
– forma mais conhecida e identificada como “ataque epiléptico”. A pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.
Ausência
– conhecida como “desligamento”, tem como características o olhar fixo, a perda de contato com o meio por alguns segundos.

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Como se comportar
É comum o expectador de uma crise epiléptica entrar em pânico, colocando, assim, o paciente em maior grau de risco. “O melhor é nada fazer e manter a calma”. Não tente parar a crise e cuide apenas para que a pessoa não se machuque, mantendo-a longe de qualquer objeto que possa feri-la ou colocando qualquer coisa macia sob a cabeça. Não coloque nada na boca. Deite-a de lado para que possa respirar bem. Espere que a crise termine espontaneamente e depois a deixe repousar ou dormir. Fique com a pessoa até que ela se recupere.

 

Observe alguns cuidados:
O epiléptico não deve cozinhar, pois os acidentes pessoais mais comuns e mais graves são os que envolvem fogo e fogão. Se for imprescindível, deve-se utilizar sempre a boca de trás do fogão, evitar frituras e água fervendo.
Evitar natação em rio, represa e mar. Em caso de crise, o socorro é muito dificultado. Em piscinas, só com supervisão.
Dirigir: há legislação específica para os epilépticos dirigir em veículos. É possível dirigir desde que a epilepsia esteja controlada e o paciente fora de crise há pelo menos dois anos.

O preconceito ainda é grande. Ignorância, superstições e mal entendidos inspiram medo infundado naqueles que assistem a uma crise. A melhor forma de esclarecer tudo sobre a doença é conversando com o médico. A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE) e o Bureau Internacional das Epilepsias (IBE) têm trabalhado numa campanha global (Epilepsia fora das sombras), que também objetiva ajudar os portadores de epilepsia entender melhor sua condição, a analisar as razões do preconceito e, se não for possível eliminá-lo, pelo menos melhorar a qualidade de vida e o ajustamento psicossocial.

Fonte: Instituto Neurologia Funcional

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Author: Redação

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