Tipos de Tratamentos de Miomas
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Tipos de Tratamentos de Miomas

Mulheres com mioma pequeno e assintomático não necessitam de tratamento. Na verdade, até 40% dos miomas regridem espontaneamente em um período de três anos.

Atualmente, com as diversas técnicas para o tratamento de mioma, quase sempre é possível a preservação do útero e, muitas vezes, da fertilidade. Para uma melhor avaliação do comprometimento do endométrio, Dr. Henrique Elkis sugere a realização de exames mais específicos, como uma ressonância magnética de pelve com contraste e uma videohisteroscopia diagnóstica.

Sintomas do mioma

É importante ressaltar que nem toda paciente deve ser tratada de mioma, já que se trata de uma doença benigna e que na grande maioria dos casos não causa sintomas.

O conceito principal é de que o mioma deve ser tratado quando causa sintomas significativos.
Nos casos assintomáticos, a paciente deve ser acompanhada regularmente.

Como é feito o tratamento de mioma?

O tratamento de mioma deve ser individualizado e pode ser clínicos ou medicamentosos, cirúrgicos ou intervencionistas. Conheça mais sobre cada um deles:

Clínicos ou medicamentosos: é normalmente o primeiro passo no tratamento de mioma. Tem como objetivo controlar o sangramento, inibir o crescimento do mioma ou reduzir o seu tamanho, principalmente antes de qualquer cirurgia. O uso de antiinflamatórios, na maioria das vezes, é suficiente para controlar os sintomas, não sendo necessário nenhum outro tipo de terapia.
Os medicamentos mais indicados e utilizados para a redução do tamanho do mioma são os chamados análogos do GnRH. Esses medicamentos criam uma falsa menopausa, reduzindo a liberação de estrogênio pelos ovários e são úteis também para controle do sangramento. O inconveniente é que, após a interrupção do uso do medicamento, o mioma volta a crescer, pois os medicamentos podem ser usados por no máximo seis meses.

Vantagens: para casos específicos, podem ser de utilidade. Geralmente utilizados como paliativos até uma solução mais definitiva.
Desvantagens: alguns dos efeitos colaterais são: ondas de calor, insônia, secura vaginal, diminuição da libido, perda temporária de memória e aumento do risco de osteoporose.

Cirúrgicos: é indicado para mulheres que apresentam casos sintomáticos e quando o mioma é o causador de infertilidade, quando há sinais de degeneração (alterações do tecido do mioma) e no mioma muito grande. Divide-se em duas modalidades:

Histerectomia: Consiste na retirada do útero, que pode ser total, quando se retira o corpo e colo do útero ou subtotal, quando só o corpo é retirado. É utilizada somente em mulheres que não querem mais engravidar. Normalmente é feita através de uma incisão no abdômen, por onde se retira o útero (histerectomia abdominal).

Em alguns casos também pode ser feita através de uma incisão na vagina, por onde se retira o útero (histerectomia vaginal). Outra alternativa é a histerectomia por vídeo laparoscopia onde a cirurgia é realizada por pequenos orifícios de 5 a 10 mm no abdômen e a retirada do útero é feita pela vagina. Esta cirurgia, muitas vezes, é acompanhada da retirada dos ovários e trompas (histerectomia total com anexectomia bilateral).

A histerectomia pode ser a única opção para salvar a vida de uma paciente em casos como câncer ou patologias pré-cancerosas do útero, câncer dos ovários, hemorragia incontrolável no pós-parto e infecção pélvica severa.

Miomectomia – via abdominal: retira-se apenas o mioma e preserva-se o útero através de uma cirurgia em que o abdômen é aberto com um corte transversal ou é abordado através de um pequeno orifício de 10 mm, onde é introduzido um instrumento chamado vídeo laparoscópico. A seguir são feitos cortes no útero onde o mioma está localizado para retirá-lo. Logo em seguida, é feita uma sutura (costura) no útero onde o mioma estava presente. É indicada para mulheres que queiram preservar a capacidade de reprodução ou de menstruar.

Vantagens: pode ser realizada em quase todos os hospitais de bom nível do País, pois só exige o uso de equipamentos e materiais já amplamente disponíveis.
Desvantagens: infelizmente, em um terço dos casos o mioma volta a aparecer. Uma das principais complicações é a formação de aderências (trompas, ovários, útero e intestinos) ocasionando dores e infertilidade. Além disso, há um longo período de recuperação pós-operatório e ampla incisão no abdômen na cirurgia tradicional. Algumas vezes pode levar à retirada do útero durante o ato cirúrgico.

Por vídeo histeroscopia: retira-se o mioma submucoso (parcialmente dentro da cavidade uterina) ou intracavitário (totalmente dentro da cavidade uterina) por um instrumento chamado vídeo histeroscópio. É um método moderno e que veio permitir a preservação do útero em pacientes que anteriormente teriam necessidade de uma histerectomia.

Vantagens: é um procedimento minimamente invasivo, que preserva o útero e o potencial reprodutivo da paciente. A recuperação pós-operatória é rápida e que não necessita de anestesia geral, podendo ser feita sob bloqueio peridural.
Desvantagens: necessita de cirurgião com treinamento muito especializado e equipamentos avançados, disponíveis em um pequeno percentual dos hospitais do País.

Intervencionistas: A técnica mais avançada e menos prejudicial à mulher é a embolização uterina. É realizada com a colocação de um catéter dentro da artéria uterina que nutre o mioma, seguida da injeção de agentes que levam à formação de êmbolos no interior da artéria, com interrupção do fluxo de sangue. Este tratamento de mioma é indicado nos casos em que a paciente quer manter o útero ou quando existem contra-indicações à histerectomia.

Vantagens: a internação é de apenas 24 horas, não há cortes ou cicatrizes e a paciente poderá voltar rapidamente às suas atividades. Outro benefício da embolização uterina é o fato de a função uterina ser mantida e a gravidez pós-embolização uterina ser hoje muito comum.
Desvantagens: algumas das complicações associadas a esse método são: isquemia grave do útero (como se fosse um infarto, parecido com o do coração), ocorrência de infecção e interrupção da menstruação.

Qual o tempo de recuperação da cirurgia de mioma?

A recuperação da cirurgia de mioma pode variar de acordo com o tratamento escolhido.

Depois do tratamento o mioma pode voltar?

O mioma pode voltar dependo do tratamento escolhido, como no caso do tratamento clínico/ medicamentoso.

 

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